Áreas de Atuação

Cirurgia Minimamente Invasiva



Um assunto cada vez mais prevalente na medicina são os tratamentos minimamente invasivos. Sua importância deve-se ao fato de serem tratamentos, como diz seu nome, menos invasivos. As cirurgias minimamente invasivas oferecem os mesmos benefícios terapêuticos das cirurgias convencionais, porém proporcionam uma recuperação mais rápida pois utilizam menores incisões (no caso das cirurgias videolaparoscópicas e percutâneas) ou ausência de incisões (no caso de cirurgias endoscópicas-Endourologia).

Disponibilizar destas tecnologias no arsenal terapêutico traz benefícios relevantes ao paciente. Comparadas aos tratamentos convencionais, essas técnicas possibilitam menores taxas de sangramento, menos dor pós-operatória, mais rápida recuperação, reinício precoce de atividades habituais, menor tempo de hospitalização, melhor efeito cosmético (menores incisões ou mesmo a ausência de incisões). Dentre estas técnicas, destacam-se: 

  

 

Tratamento Endoscópico de Cálculos Renais (Ureterorrenoscopia rígida e flexível)

A grande maioria dos cálculos localizados no rim, ureteres e bexiga são hoje tratados através da utilização de endoscópios de muito pequeno calibre chamados de ureteroscópios ou ureterorrenoscópios. A introdução destes aparelhos dentro das estruturas do sistema urinário permite a fragmentação e remoção dos cálculos. A energia mais comumente utilizada é o Holmium Laser, que permite a fragmentação instantânea dos cálculos. Todo o procedimento é realizado sob visualização simultânea em monitores de alta resolução (Full HD ou 4K). São procedimentos seguros, com baixos índices de complicações e elevado índice de resolutibilidade.




- Cirurgia Percutânea de Cálculos Renais (Nefrolitotripsia Percutânea)
Este método permite o tratamento de cálculos renais de grandes dimensões (maiores de 2-3 cm). Consiste no acesso ao sistema coletor do rim através de um pequeno orifício na porção lateral do abdômen de cerca de 2 cm. Através deste acesso é introduzido o equipamento endoscópico no rim e, sob visualização simultânea em monitores de alta resolução, os cálculos são fragmentados e removidos. As fontes de energia mais comumente utilizadas para a fragmentação dos cálculos através deste método são o Holmium Laser e o Litotriptor Ultrassônico.


Em uma parcela significativa dos procedimentos endoscópicos e percutâneos para tratamento de cálculos do rim e dos ureteres faz-se necessária a utilização de um cateter duplo J por alguns dias. Trata-se de um dispositivo temporário que fica posicionado entre o rim e a bexiga. Apesar de poder ocasionar desconforto ao paciente, ele permite que a urina possa fluir livremente entre o rim e a bexiga no período pós operatório. Sua importância reside no fato de que o ureter fica edemaciado (inchado) em decorrência da passagem do cálculo pelo ureter e pela própria manipulação realizada durante o procedimento. Após um período variável de alguns dias a algumas semanas, o médico agenda com o paciente a retirada deste cateter.



- Litotripsia Extracorpórea
Este método permite o tratamento de cálculos renais e ureterais através da utilização de ondas sonoras, também chamadas de ondas de choque. Surgida na década de 80, foi o primeiro método minimamente invasivo disponível no tratamento dos cálculos do trato urinário, substituindo a cirurgia aberta que envolvia a realização de um grande corte no abdômen. É realizada ambulatorialmente, sem necessidade de internação. Apesar dos métodos endoscópicos terem assumido papel de destaque no tratamento dos cálculos urinários nos últimos anos em virtude de sua elevada eficácia, a litotripsia extracorpórea ainda apresenta espaço importante no arsenal terapêutico.



- Uso de laser para tratamento de hiperplasia prostática (Green Light)
O tratamento da hiperplasia prostática tem recebido importantes avanços. O uso da ressecção endoscópica bipolar da próstata tem progressivamente substituído o uso da tradicional raspagem de próstata (ressecção endoscópica monopolar da próstata), pois apresenta melhor perfil de segurança, com signficativa redução do tempo de internação e de complicações pós-operatórias. Mais recentemente temos utilizado o laser verde (Green Light) para o tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática, pois este método oferece a possibilidade de tempo ainda menor de internação, utilização de sonda por menor tempo e menores taxas de sangramento permitindo, inclusive, o tratamento seguro de pacientes em uso de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários.

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CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA 
A videolaparoscopia permite a realização de cirurgias através da utilização de pequenas incisões. Enquanto na cirurgia convencional faz-se necessária a realização de um grande corte no abdômen, na cirurgia laparoscópica o procedimento é realizado através de pequenos orifícios. As vantagens deste método vão além dos efeitos cosméticos e incluem uma recuperação mais rápida, menor sangramento transoperatório, menos dor no período pós-operatório, menor chance de infecção da ferida operatória e retorno precoce ao trabalho e atividades habituais.



Utilizamos a videolaparoscopia especialmente para o tratamento de tumores renais, tumores de glândulas supra-renais (adrenal) e malformações do trato urinário. Abaixo estão descritos os procedimentos que mais comumente realizamos por via videolaparoscópica:

- Nefrectomia radical laparoscópica: remoção de todo rim por videolaparoscopia



- Nefrectomia parcial laparoscópica: remoção apenas da parte do rim afetado por tumor por videolaparoscopia



- Adrenalectomia total e parcial videolaparoscópica: remoção de toda ou parte da glândula supra-renal por videolaparoscopia


- Pieloplastia laparoscópica: tratamento do estreitamento da junção entre a pelve renal e o ureter superior Anexar imagem 10



Ainda dentro das técnicas minimamente invasivas para tratamento de patologias do trato urinário destacam-se:

- Tratamento cirúrgico de incontinência urinária através da utilização de sling
Hoje, o tratamento cirúrgico de escolha para o manejo da incontinência urinária de esforço na mulher consiste na utilização de “slings”. Trata-se de uma pequena fita de material sintético (polipropileno) que é posicionado sob a uretra feminina, oferecendo um suporte anatômico. O procedimento é realizado em regime ambulatorial ou em regime de curta internação. É um procedimento bastante eficaz, com taxas de resolução da incontinência urinária de cerca de 80% e baixa taxa de complicações.